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Alívio Perigoso

Alívio Perigoso

O alívio é imediato e a sensação de conforto instantâneo. Porém, através do uso contínuo, a longo prazo, seus efeitos podem trazer consequências irreversíveis e riscos para a saúde. Quem sofre de alergias respiratórias, resfriados ou gripes, em geral, apelam para um medicamento comumente encontrado nas farmácias e no bolso dos brasileiros: o descongestionante nasal. Para algumas pessoas, um nariz entupido é apenas um incômodo passageiro. Já para outras, pode afetar a sua qualidade de vida e, por isso, recorrem ao remédio.

Porém, poucos sabem que o hábito de pingar excessivamente o remédio no nariz provoca uma reação inflamatória, fazendo com que seja preciso quantidades maiores do remédio para obter o bem-estar desejado, o que acaba gerando uma dependência ao medicamento, trazendo riscos cardiovasculares, como taquicardia, elevação da pressão arterial e angina (dor torácica causada pelo fluxo reduzido do sangue até o coração).

Além disso, o uso irrestrito de descongestionante pode ainda elevar o risco de trombose, formação de coágulos e também a chamada rinite medicamentosa, motivada pelo excesso do remédio sem orientação médica, o que, em geral, causa a forma crônica da doença ao invés de curá-la.

O que é e como age?

É um medicamento muito usado para auxiliar o alívio da congestão nasal e age a partir do estreitamento dos vasos sanguíneos e redução do fluxo de sangue e inchaço. É esse efeito instantâneo que permite o aparente conforto respiratório e que, com o tempo, faz com que use doses cada vez maiores para provocar o mesmo efeito.

Segundo o Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox), do Hospital das Clínicas de São Paulo, esse remédio, aparentemente inofensivo, ocupa o terceiro lugar na lista de problemas causados por efeitos colaterais e uso incorreto do medicamento, perdendo apenas para os anti-inflamatórios e os analgésicos.

Os descongestionantes nasais não são indicados para hipertensos e cardíacos por suas características vasoconstritoras. Podem causar ainda dependência, pois contém substâncias como nafazolina, fenoxazolina e oximetazolina, que, em casos mais graves, ocasionam a perda do olfato. Já existem tratamentos para sanar o problema, mas, em alguns casos específicos, a recomendação chega à intervenção cirúrgica.

 

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Afinal, o que pode ser usado?

Primeiro, consulte seu médico para se certificar se o uso do descongestionamento nasal é o mais indicado. A melhor forma de evitar o uso desnecessário do medicamento é substitui-lo pelo soro fisiológico com concentração de 0,9%, associado ao uso de corticoides nasais por tempo determinado, sem causar prejuízos a sua saúde.

O soro fisiológico deve estar em embalagem específica para aplicação nasal e pode ser “pré-aquecida” antes do uso, pois quando conservado na geladeira pode ser prejudicial ao quadro alérgico, já que a solução fria irrita a via respiratória.

Para quem já se viciou nos descongestionantes, o tratamento é feito com medicamentos orais e injetáveis que visam à recuperação da mucosa do nariz.

 

Cuidado com as crianças!

O uso do descongestionante nasal não é indicado para crianças, podendo causar até a morte, pois aumenta a pressão arterial em um nível muito alto. A superdosagem pode levar a reações cardiovasculares e até ao choque, com falta de ar e parada cardíaca, além de reações alérgicas. Os medicamentos que possuem pseudoefedrina, fenilefrina, oximetazolina não devem ser administrados em crianças com menos de oito anos.

 

Fontes:

Ler Saúde – http://www.lersaude.com.br/alivio-perigoso-descongestionante-nasal-leva-ao-vicio-e-pessoa-pode-ate-perder-o-olfato/
Bem Estar – http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/09/uso-continuo-do-descongestionante-nasal-traz-consequencias-para-saude.html
Jornal Extra – http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/uso-abusivo-de-descongestionante-nasal-pode-causar-arritmia-pressao-alta-ate-trombose-8012094.html