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DIA Munich 2017 – Parte 1

DIA Munich 2017 – Parte 1

Empresas de tecnologia apresentam novas soluções para transformar o mercado de seguros e melhorar a vida das pessoas

O mercado de seguros tem mais de 300 anos de história, mas passa por enormes desafios atualmente, tanto no Brasil quanto em outros países onde esse já é consolidado. Os usuários reclamam da falta de transparência e dificuldades operacionais ao contratar um seguro; e ficam ainda mais aborrecidos quando precisam acioná-lo e veem seu pedido perder-se em meio à burocracia. As seguradoras, por outro lado, precisam lidar com as crescentes fraudes e ineficiências operacionais geradas por informações desestruturadas, advindas de clientes e prestadores, que resultam num constante aumento de custos e diminuição das margens e lucros. Portanto, tudo indica que mudanças virão e os competidores precisam se reinventar para se manterem vivos.

Nesse sentido, as startups de tecnologia e gestão da informação estão liderando a agenda de inovação nesse setor, trazendo diversas soluções promissoras para diversos tipos de problemas dessa indústria. Nos dias 15 e 16 novembro de 2017 ocorreu o evento Digital Insurance Agenda (DIA Munich), edição realizada em Munique, Alemanha, no qual um total de 50 empresas, criteriosamente selecionadas, apresentaram o que estão produzindo de mais interessante para esse mercado. Na plateia, mais de mil participantes/decisores, de mais de 40 países representando as principais seguradoras, corretoras e consultorias do segmento e também as grandes empresas de tecnologia da informação (TI). O Grupo Case esteve presente e, a seguir, destacamos algumas inovações que valem a pena ficar de olho para o segmento de healthcare.

As quatro macrotendências

Roger Peverelli, consultor consagrado na área de inovação para o sistema financeiro e de seguros e organizador do evento, apontou, com base em seus estudos, quais seriam as principais macrotendências para o mercado de seguros evoluir tanto do ponto de vista de experiência do cliente quanto do de vendas:

1. Sempre presente na vida das pessoas: não dá mais para interagir com o segurado apenas quando o pior acontece (sinistro) ou na renovação do seguro. Trocar dados constantemente com ele, alertá-los sobre riscos ao seu redor, empoderá-lo e oferecer-lhe suporte antecipadamente é o caminho para agregar mais valor no seu dia a dia e, ao mesmo tempo, diminuir a assimetria de informação – que é crítica nesse setor.

2. Ecossistemas contextuais: dados do indivíduo são coletados o tempo todo e por diferentes canais/empresas. Somente por meio de parcerias será possível criar um ambiente em torno do indivíduo para resolver problemas-alvo da vida real e ganhar escala no modelo de negócios. As iniciativas de blockchain, como a B3i, é um exemplo que vem dando certo.

3. Simplesmente humano: as pessoas querem se sentir seguras. É uma necessidade humana. E confiar nas empresas que elas contrataram para suprir essa vontade é um desejo. Portanto, a maneira como as empresas vão interagir com seus clientes deve ser cada vez mais honesta e sensível às demandas e por diferentes canais.

4. Excelência operacional: fazer as coisas funcionarem ainda é fundamental para garantir a satisfação. Muitos processos serão otimizados por meio de robôs e inteligência artificial, apoiando-se em parcerias construtivas entre seguradoras e prestadores de serviços para troca de informações.

A partir de hoje, acompanhe a série que preparamos especialmente para inaugurarmos nossos diálogos. A continuação deste artigo será publicada na semana que vem. Fiquem ligados! Acessem: https://www.linkedin.com/pulse/empresas-de-tecnologia-apresentam-novas-soluções-para-grupo-case/