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DIA Munich 2017 – Parte 2

DIA Munich 2017 – Parte 2

Na primeira parte da série sobre o evento DIA Munich 2017 – que o Grupo Case esteve presente -, falamos sobre o panorama do mercado de seguros no mundo e sobre a importância das empresas de tecnologia na solução dos diversos tipos de problemas do setor, apresentando inclusive as quatro macrotendências para o mercado de seguros evoluir, de acordo com o consultor Roger Peverelli. A seguir, veremos alguns exemplos de aplicativos que estão revolucionando a forma de diagnosticar doenças.

Suporte ao diagnóstico de doenças

A SkinVision apresentou um aplicativo capaz de diagnosticar e acompanhar a evolução de diferentes tipos de câncer de pele. O usuário fotografa uma pinta que tenha no corpo, responde a algumas perguntas sobre ela e a plataforma cruza as imagens e os dados com um número gigantesco de casos. Com base em inteligência artificial, dá-se o nível de risco de cada pinta e que cuidados devem ser tomados na sequência.

 

 

Nessa mesma linha, a HeartShield apresentou uma plataforma capaz de acompanhar a saúde do coração. Em um primeiro olhar, parece simplório: o usuário coloca a ponta do dedo sobre a câmera do celular e o aplicativo capta várias estatísticas dos batimentos cardíacos. Mas, não se engane, por trás há uma complexa rede de algoritmos, baseados em diversos estudos matemáticos, publicados nas principais revistas de medicina no mundo, que diagnostica e antecipa riscos de várias doenças cardíacas. É como ter um check-up cardiológico dentro do bolso. E as pessoas com o risco aumentado ainda podem encontrar ajuda nos programas de saúde ligados à plataforma. Para a Seguradora, é uma forma de se antecipar às demandas dos pacientes e ajudá-los a prevenir agravos.

 

 

A Mediktor mostrou uma solução que certamente agradará muitas pessoas. Quem nunca teve dúvidas sobre o que pode significar um conjunto de sintomas que tem experimentado ultimamente? E mais ainda, qual médico deve procurar? É exatamente para isso que essa empresa espanhola desenvolveu o aplicativo. O usuário digita o que está sentindo e, com base numa imensa biblioteca de dados e inteligência artificial, um robô faz perguntas, como se fosse um bate-papo, para explorar os sintomas e nível de gravidade. Ao final, ele sutilmente sugere possíveis diagnósticos, indica a necessidade de procurar um médico ou pronto-socorro e ainda disponibiliza um chat com profissionais de saúde em tempo real, 24 horas por dia. Tudo para não deixar o paciente perdido na rede credenciada do plano. E a melhor notícia: já está funcionando em português brasileiro.

 

 

Esses exemplos mostram como a união entre medicina, matemática e computação pode facilitar muito a descoberta precoce de doenças sérias, que têm alto potencial para prejudicar a qualidade de vida das pessoas e gerar custos elevados para as seguradoras. Contudo, há de se notar que essas soluções ainda não se encontram integradas, tornando a experiência do paciente fragmentada. Se você vai à um dermatologista, por exemplo, ele pode recomendar um aplicativo; se você vai a um cardiologista, pode receber recomendação de outro. E assim por diante… seria muito mais interessante e fácil para o usuário se, no futuro, essas inteligências estivessem disponíveis em uma única solução, para que a saúde do indivíduo possa ser avaliada e conduzida de forma holística; muito embora o que temos para hoje já represente inquestionável valor.

Por Thiago Pavin – Gerente de Gestão de Riscos e Inovação em Saúde do Grupo Case

A terceira parte deste artigo será publicada na semana que vem. Fiquem ligados! Acessem: https://www.linkedin.com/pulse/dia-munich-2017-parte-2-suporte-ao-diagn%C3%B3stico-de-doen%C3%A7as-case/