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DIA Munich 2017 – Parte 5

DIA Munich 2017 – Parte 5

Na quarta parte da série sobre o evento DIA Munich 2017 – que o Grupo Case esteve presente -, as opções de games que incentivam seus usuários a cuidar da saúde como forma de entretenimento. A seguir, na última parte, refletiremos se as novas soluções de tecnologia mudarão o cenário de saúde atual.

A tecnologia nos levará a mudanças estruturais do sistema de saúde?

Aparentemente, é cedo para concluir que, mesmo com todas essas vantagens trazidas com a evolução da tecnologia, os seguros e, por consequência, os sistemas de saúde serão revolucionados e alcançarão rapidamente a mais pessoas. Isso porque sistemas de saúde são complexos e profundamente enraizados em traços culturais de cada povo. Eles dependem de avanços não apenas na tecnologia, mas também nas agendas de regulação, formatação de produtos e desejos dos consumidores. Estes, em especial, precisam partilhar da ideia de que a saúde é um bem que se conquista com uma dose de sorte – se os genes favorecerem – mas principalmente com bons hábitos e autocuidados. Não é simplesmente um direito que lhe é dado a qualquer custo. É preciso uma combinação de diversos fatores para impulsionar um sistema de saúde rumo à uma assistência melhor, com mais equidade, para ricos e pobres.

Por outro lado, vislumbrando um otimismo necessário para vencer a inércia, temos que notar que novas oportunidades estão batendo à porta. Agora, graças a essas novas tecnologias aplicadas, empresas de seguro e Governos têm ferramentas melhores do que tinham antes para monitorar e acompanhar a saúde de uma população. Com informações melhores é possível criar mecanismos, produtos e políticas sociais para empoderar os pacientes, gerenciar melhor os riscos e priorizar investimentos. Em outras palavras, as novas tecnologias permitem criar meios para que os usuários do sistema sejam conduzidos a um novo jeito de utilizar os serviços de saúde, sendo recompensados quando o fazem de forma mais racional.

Um exemplo inspirador veio de Andrew Scott, um dos ilustres palestrantes da Vitality (Reino Unido), que citou a iniciativa para oferecer até 20% de desconto nos preços dos planos para pessoas que interagem frequentemente com a plataforma digital (alimentam com dados reais) e se mantém comprovadamente mais saudáveis que outras do mesmo sexo e mesma faixa etária. Essas pessoas se cuidam melhor e definitivamente gastam menos com saúde, por isso precisam ser recompensadas, inclusive financeiramente. Submetendo os dados obtidos aos poderosos modelos preditivos é possível encontrar esse perfil específico em meio a população. Recompensar o consumo racional dentro do sistema geraria uma onda de incentivos positivos para promover o autocuidado; e quanto mais pessoas forem levadas por ela, mais o sistema economiza. Talvez sejam iniciativas como essa, que lançam mão dos aplicativos para criar planos de saúde totalmente novos, mais aderentes aos desejos individuais, que nos levem a mudar a lógica do sistema e paulatinamente sua estrutura.

Um novo jeito de fazer seguro é possível. Não sabemos ao certo quais dessas iniciativas digitais prosperarão. Mas podemos contar que a tecnologia alavancará muitas mudanças mais que bem-vindas para uma melhor experiência dos usuários frente à necessidade intrinsecamente humana de nos sentirmos seguros, protegidos e bem cuidados.

O que está por trás de todas as soluções

Independentemente do objetivo e características das soluções digitais, pudemos constatar que todas elas empregaram as novas tecnologias computacionais e matemáticas disponíveis no mercado. As mais presentes entre todas as 50 start-ups foram:

ChatBots: robôs que “dialogam” com os usuários e aprendem constantemente com as respostas dadas. São capazes de processar sozinhos (sem interferência humana) solicitações complexas, tais como um pedido de reembolso e agendar consultas. E sem perder o tom acolhedor e “quase-humano”. Quero saber mais…

Analytics & Data Visualization: são plataformas que transformam bancos de dados em gráficos e estatísticas totalmente interativos. Um gestor, por exemplo, pode com poucos cliques filtrar, classificar, explorar, etc. seus dados e ter insights sobre perfis específicos de seus consumidores ou produtos. Veja alguns exemplos…

Inteligência Artificial, Aprendizagem de Máquina e Modelagem Preditiva: são, em última instância, aplicações matemáticas que usam todo o poder da computação moderna para criar regras de cálculos e detectar padrões de comportamento dos dados. Com base nesses padrões, estimam probabilidades de um determinado evento ocorrer. Mas a diferença é que a cada novo dado obtido, os cálculos são refeitos e as probabilidades ajustadas. Assim, o algoritmo está sempre em aperfeiçoamento, como se o computador estivesse o tempo todo “aprendendo” quanto mais é alimentado com informação. Nesse tópico, em especial, sugiro olhar de perto as soluções da DataRobot e da Squirro, que deram show no evento em Munique.

Por Thiago Pavin – Gerente de Gestão de Riscos e Inovação em Saúde do Grupo Case

Essa foi a última parte da série sobre o evento DIA Munich! Para conferir ela completa, acessem: https://www.linkedin.com/company/grupo-case-benef%C3%ADcios-e-seguros/