Blog

Newsletter

Receba informações no seu e-mail.

Redes Sociais

Hipertensão arterial: uma epidemia brasileira

Hipertensão arterial: uma epidemia brasileira

Recentemente o Ministério da Saúde divulgou o Vigitel 2019, relatório anual que traça o perfil de saúde do Brasil. Segundo a pesquisa, algumas doenças crônicas tiveram mais incidência na população brasileira, sendo a hipertensão arterial a mais diagnosticada, aparecendo em 24,5% das entrevistas.

Isolada, essa informação já é preocupante, mas se agrava quando considerada em meio à pandemia de Covid-19. Isso porque, segundo especialistas, as complicações da infecção por coronavírus podem ser piores quando o paciente já possui alguma doença crônica, incluindo a hipertensão arterial, podendo levar ao óbito.

Acontece que, mesmo a hipertensão sendo fácil de diagnosticar, metade das pessoas nessa condição não sabem da comorbidade – e é aí que mora o perigo.

É melhor conhecer e prevenir do que remediar!
Popularmente chamada de pressão alta, a doença caracteriza-se pelos níveis elevados (e constantes) da pressão arterial. Ela é considerada crônica, pois o indivíduo hipertenso terá de controlá-la até o final de sua vida. Ao longo do tempo, a pressão elevada pode provocar lesões no coração, nos vasos sanguíneos, no cérebro e nos rins, levando à ocorrência de doenças cardiovasculares ainda mais graves, como a insuficiência cardíaca, o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC).

Não à toa é tão importante prevenir o aparecimento da pressão alta, que nem sempre dá sinais claros de que se instalou no organismo. É fundamental consultar com regularidade um profissional de saúde que esteja capacitado para aferir a pressão arterial, de preferência um médico de confiança que já acompanhe a sua saúde e que possa orientar sobre a adoção de mudanças no estilo de vida.

Quais são os fatores de risco para hipertensão arterial?
Ter hábitos não saudáveis, como fumar, alimentar-se mal, consumir álcool em excesso e não praticar atividade física regularmente, são os principais fatores de risco. A presença de diabetes e de alterações no perfil lipídico, como triglicerídeos e/ou colesterol elevados, bem como histórico familiar de pressão alta e histórico pessoal de outras doenças do coração (infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca ou acidente vascular) aumentam ainda mais as chances de a hipertensão arterial aparecer (e de outras complicações surgirem).

Quais são os sintomas da hipertensão arterial?
É preciso estar atento, pois os sintomas podem começar bem discretamente (muitas vezes, é imperceptível), chegando a um estágio em que causa desconfortos importantes, como dor no peito, dificuldade para respirar, palpitações, dores de cabeça, visão turva, tontura ou inchaço nas pernas.

Diagnóstico
O diagnóstico deve ser realizado por um médico, que direcionará o tratamento para o controle dos sintomas (se houver), mas, sobretudo, para estabilizar a pressão e evitar o agravamento do quadro. Quando o diagnóstico ocorre, em muitos casos, a doença já está em estágio mais avançado. Daí a importância da verificação frequente da pressão arterial para um diagnóstico precoce.

Tratamento
As principais medidas são reduzir a quantidade de sal adicionada à comida e adotar uma alimentação saudável, ou seja, baseada em alimentos poucos processados e com uma variedade que inclua sempre verduras, legumes e frutas. Realizar uma atividade física regular e lançar mão de estratégias que atenuem o estresse do dia a dia também é fundamental.

Somente o médico poderá avaliar em que momento será preciso prescrever medicamentos. Neste caso, tomar os remédios de acordo com a prescrição e seguir as demais orientações de tratamento é o caminho para controlar de maneira efetiva a doença.

Atenção! Cerca de 80% dos acidentes vasculares cerebrais e 60% dos casos de infarto do miocárdio são causados pela hipertensão arterial não tratada. Hábitos de vida saudáveis contribuem significativamente para a prevenção ou o retardo do início da hipertensão arterial e de outras doenças cardiovasculares. O diagnóstico precoce pode evitar complicações decorrentes do avanço da doença.

Fontes: International Journal of Infectious Diseases | Ministério da Saúde | Vigitel 2019