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Aleitamento materno: saúde por toda a vida

Aleitamento materno: saúde por toda a vida

A primeira semana do mês de agosto é mundialmente dedicada ao tema Aleitamento Materno, cuja importância não se limita somente a mães e bebês, mas também a toda sociedade.

Os benefícios da amamentação são inúmeros, tanto a curto prazo, logo após o parto, como por toda a vida: o leite materno é o alimento mais equilibrado para o intestino do bebê, fortalece sua imunidade, garante o contato entre mãe e filho, diminui o risco de desenvolvimento de alergias, evita cólicas, previne doenças futuras na criança e na mulher, combate a anemia, contribui com o desenvolvimento cognitivo, desenvolve a arcada dentária, entre outros.

Com tantas vantagens, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS) recomendam aleitamento exclusivo e de livre demanda até os seis meses de vida da criança, sendo continuado até os dois anos ou mais, junto a uma alimentação saudável orientada por um pediatra.

O assunto é daqueles que rende muita informação, por sua amplitude e também pela particularidade que o ato reserva entre cada mulher e bebê. Por isso, é natural que fatos se misturem a crenças, o que pode causar confusão sobre o que é mito ou não. Confira 10 verdades a respeito da amamentação:

1- Não existe leite fraco
Todo leite humano tem a mesma constituição. Cada mãe produz o alimento com todas as substâncias na quantidade certa de que o bebê precisa para crescer e se desenvolver sadio.

2- A amamentação imediatamente após o parto é saudável
Alimentar os bebês imediatamente após o nascimento pode reduzir consideravelmente os riscos de mortalidade neonatal, além de contribuir para a recuperação da mulher.

3- Bebê que mama no peito não precisa beber água
O leite humano já possui a quantidade certa de água, além de outros nutrientes, de que o bebê precisa. Nos primeiros seis meses, não é preciso oferecer qualquer outro alimento à criança.

4- Não há um tempo certo para que o bebê mame em cada peito
Cada criança possui um ritmo: alguns são rápidos e levam de 5 a 10 minutos para mamar. Outros, não têm pressa e levam até 40 minutos. É importante que a amamentação seja continuada até que o bebê perca o interesse.

5- Não há um tempo certo para espaçar as mamadas
Alguns bebês precisam mamar frequentemente, enquanto outros mamam mais espaçadamente. O importante é garantir que a amamentação seja suficiente e que os intervalos não ultrapassem quatro horas.

6- Quem passou por cirurgia de redução mamária pode ter dificuldade para amamentar
Isso acontece pelo fato de os mamilos serem transplantados durante a cirurgia e, em alguns casos, ocorrer a redução dos ductos galactóforos.

7- Quem tem prótese de silicone pode amamentar
De forma geral, neste procedimento, não há manipulação dos ductos galactóforos.

8- Quem tem mamilo invertido pode amamentar
Os mamilos se projetam para dentro ao serem estimulados e, com as mudanças no corpo da mulher, eles podem se voltar ainda mais para dentro quando os seios ficam cheios de leite. A condição é reversível com orientação médica ou outro profissional da saúde.

9- Amamentar não dói
Caso a mãe sinta dor, é importante buscar ajuda de um profissional de saúde, pois os mamilos podem ter fissuras ou a pega, a posição e o manejo do bebê podem estar sendo feitos da forma errada – questões que podem ser resolvidas com orientação adequada.

10- A participação dos outros membros da família é fundamental para apoiar a mãe
Uma rede de apoio pode ser crucial para que a mãe consiga levar adiante a amamentação. Os familiares mais próximos, como pai e avós da criança, podem assumir os cuidados com o bebê e garantir a boa alimentação da mãe, por exemplo. Já no ambiente de trabalho, é importante que a mulher tenha condições favoráveis para extrair seu leite quando voltar às suas atividades após o período de licença.

Palavra das especialistas
A amamentação costuma gerar grande ansiedade em muitas mães, é um processo muito idealizado e delicado. Palpites?! Não faltam! Mas para tornar esse momento mais tranquilo e prazeroso é preciso buscar informação de qualidade, se preparando desde a gestação, fortalecendo a rede de apoio e principalmente acreditando que seu corpo dará conta de produzir o alimento necessário para nutrir seu bebê. Lembre-se de que o leite materno é um alimento vivo; ele fortalece o sistema imunológico, nutre, auxilia no desenvolvimento cognitivo, minimiza as chances de doenças crônicas, e está sempre pronto, na temperatura adequada e é gratuito, entre tantos outros benefícios já comprovados cientificamente. Aproveite o momento da gestação para se informar bastante e curta todo vínculo e amor gerado durante a amamentação.

Daniele Pimenta, Enfermeira Neonatologista, e Tainá Souza, Enfermeira Pediátrica especialista em Aleitamento Materno, sócias na Bem Nascer.

Você sabia que leite materno pode ser doado?
O gesto ajuda a salvar a vida de recém-nascidos prematuros, de baixo peso e/ou que estão doentes e acabam não podendo ser amamentados pela própria mãe.

O Brasil possui a maior rede de Bancos de Leite Humano do mundo, que  apoia o aleitamento materno através da coleta e distribuição do alimento com a qualidade necessária. São mais de 200 bancos espalhados pelo país, muitos deles com serviço de coleta domiciliar.

Para saber mais, acesse: https://rblh.fiocruz.br.

Fontes:
Unicef | Ministério da Saúde | Fiocruz | Sociedade Brasileira Pediatra | Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente | Revista Crescer | Portal Minha Vida | Gazeta do Povo | Hospital e Maternidade Santa Joana