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Endometriose não é sinônimo de infertilidade

Endometriose não é sinônimo de infertilidade

“‘Estou com endometriose, tenho que operar e não vou conseguir engravidar’. Essa foi a primeira coisa que eu pensei quando descobri. Pensava que só existia um caminho, mas não é bem assim”. O relato de Laura Vianna, de 29 anos, diagnosticada aos 19 com endometriose, é, geralmente, a primeira conclusão a que se chega quando identificado o distúrbio ginecológico.

Jornalista, publicitária, professora na Escola de Economia Criativa e fundadora do projeto Pitaco para Elas, voltado para mulheres e mães empreendedoras, ela é uma das 6 milhões de brasileiras acometidas pela doença que faz com que o endométrio, membrana que reveste o interior do útero, se espalhe pelos órgãos da pelve, como ovários, trompas, bexiga e intestino.

A causa ainda é desconhecida, mas acredita-se que quando não chega nenhum óvulo fecundado ao tecido uterino, a descamação não é completamente expelida pela menstruação, e parte dela segue o caminho contrário, atingindo outros órgãos.

Com o objetivo de conscientizar sobre a importância da realização de exames regulares, o Dia Nacional da Luta contra a Endometriose é celebrado todo dia 08 de maio. Inclusive, foi por meio de uma campanha do Ministério da Saúde que Laura se atentou aos sintomas: “muitas cólicas menstruais e dor para ir ao banheiro”.

Quando fechado o diagnóstico graças a uma ressonância magnética, a doença ainda estava em estágio inicial, o que permitiu tratamento sem cirurgia. “O primeiro passo foi suspender a menstruação e, depois, o médico veria se eu precisaria de algum outro método”, contou.

Com o passar dos anos, Laura foi assumindo diferentes papéis em sua vida, mas havia um em especial a ser realizado: “eu sempre quis muito ser mãe”. Porém, ela tinha a informação que a endometriose causava sempre a infertilidade. “A gente vai se alarmando, se assustando com as experiências de outras pessoas”.

“Cada caso, de fato, é um caso. Quem se informa sofre menos, encara melhor”. Segundo Laura, foi fundamental se informar corretamente e buscar ajuda de bons profissionais, especializados em infertilidade humana e doenças autoimunes.

A decisão de tentar engravidar proporcionou mais uma surpresa, agora muito boa: “era janeiro quando suspendi o tratamento e em maio eu engravidei”. Segundo a jornalista, a gravidez foi tranquila, com coisas normais de gravidez, como enjoo e cansaço. A endometriose teve a devida atenção e cuidado durante o período, mas nada que causasse algum efeito diferente dos comuns durante uma gestação. Hoje, Laura é mãe da Helena, de 1 ano e 3 meses.

Fontes:
Entrevista Laura Vianna | Diploma de Mãe | Portal R3 | Hysteron Medicina da Mulher | Câmara dos Deputados | RedeTV News | Hospital Samaritano