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Homeopatia, hipnose e reiki: o que eles têm em comum?

Homeopatia, hipnose e reiki: o que eles têm em comum?

As chamadas Práticas Integrativas e Complementares (PICS) já são realidade no cuidado da saúde integral da população brasileira. Ao todo, são 29 atividades reconhecidas pelo Ministério da Saúde, que desde 2006 possui política específica sobre o assunto.

O que torna cada vez mais relevantes tais ações é o fato delas, através de conhecimentos e métodos mais amplos, considerarem tão importantes quanto o físico, o bem-estar mental e social, pilares da saúde integral.

As PICS são:
Apiterapia, aromaterapia, arteterapia, ayurveda, biodança, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, dança circular, geoterapia, hipnoterapia, homeopatia, imposição de mãos, medicina antroposófica/antroposofia aplicada à saúde, medicina tradicional chinesa – acupuntura, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, ozonioterapia, plantas medicinais – fitoterapia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa, terapia de florais, termalismo social/crenoterapia e yoga.

Conselhos profissionais de saúde reconhecem e direcionam o uso adequado das práticas, que, além de contribuírem na prevenção de diferentes doenças – a meditação, por exemplo, ajuda na redução de riscos de problemas cardiovasculares e depressão -, também ajudam de forma paliativa no tratamento de pessoas que já possuem algum quadro de enfermidade – como a acupuntura, que contribui para o avanço no tratamento de fibromialgia e dores na coluna.

Orientado por diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é, atualmente, referência mundial na área. Segundo dados do Ministério da Saúde, a busca por essas atividades ainda na atenção básica (quando o paciente busca atendimento focando na prevenção) teve um salto de 46% desde 2017.

Conforme o Ministério da Saúde, “as PICS não substituem o tratamento tradicional”. Como o nome sugere, elas são um complemento no tratamento e são indicadas por profissionais específicos de acordo com as necessidades de cada caso. Os objetivos são a manutenção e a recuperação da saúde, bem como a prevenção de possíveis agravos e doenças.

Como funciona?
A principal diferença entre os métodos está no modo de olhar o paciente. Além dos sintomas apresentados e diagnósticos obtidos por meio de exames, também é levado em conta o contexto do qual a pessoa faz parte, olhando para ela como um todo. Para as PICS, a história de vida, as emoções e a vitalidade são fundamentais para o tratamento profundo e eficaz.

Fala de quem pratica
O Reiki, uma das PICS, é uma técnica japonesa de terapia holística e complementar que objetiva restabelecer o equilíbrio do paciente em diversos níveis. Renata Motta, reikiana (nome dado a quem aplica o método), ressalta que, além dos benefícios da terapia, não há perigo de efeitos colaterais. Segundo ela, a ferramenta proporciona o fortalecimento da imunidade e das defesas do corpo, o que contribui para a cura.

De acordo com o médico Emílio Telesi Junior(*), também coordenador da área técnica de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, a adoção das PICS no Brasil é resultado de “um movimento que se identifica com novos modos de aprender e praticar a saúde”. Para ele, as novas abordagens ampliam o cuidado com o paciente, promovendo uma atenção global.

(*) TELESI JUNIOR, E. Práticas integrativas e complementares em saúde, uma nova eficácia para o SUS. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142016000100099&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt.

Fontes:
Ministério da Saúde | Unimed | Revista Abrale On-line | UniCesumar | Rede TVT | Portal Tua Saúde | SciELO