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Mocinhos ou vilões?

Mocinhos ou vilões?

Esse novo jeito de fumar vem se espalhando pelo Brasil e, diferente do cigarro convencional, esses itens funcionam por meio de vaporização, não possuindo características incômodas, como cheiro forte ou sabor ruim. Por essa razão, muitos se enganam ao acreditar que eles não são prejudiciais à saúde.

Proibido desde 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o cigarro eletrônico é composto por uma bateria, uma solução líquida (aditivos saborizados e com substâncias tóxicas) e a nicotina. A bateria aquece a primeira substância, produz o aerossol e o vapor é inalado junto aos componentes. Essa pegada mais moderna é exatamente o que afasta as preocupações na cabeça dos usuários.

Já o narguilé, que tem origem oriental, aqui no Brasil figura a questão de socialização. Cada vez mais presente em festas e bares, o compartilhamento do bocal é comum, o que faz com que o aparelho seja um potente meio de transmissão de doenças, como herpes, hepatite C, tuberculose e, atualmente, Covid-19.

Os riscos vão além, a longo prazo
O tempo médio necessário para se fumar um cigarro comum é de até 5 minutos, período que pode dobrar quando o usuário opta pelo cigarro eletrônico. Esse aumento impacta, claro, na ingestão de nicotina, que com o cigarro eletrônico pode chegar à quantidade equivalente a de um maço e meio de cigarro comum.

O narguilé tem como base o tabaco e, dependendo do seu tempo de uso, equivale a fumar 100 cigarros (considerando o tempo médio de uso de narguilé, que é de 20 a 80 minutos). Isso o torna um grande vilão para a saúde, já que pode causar dependência e contribuir no desenvolvimento de doenças como câncer de pulmão, doença periodontal (da gengiva), doenças cardíacas, bronquite, enfisema e obstrução das vias aéreas, conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Há ainda mais um problema. As fontes de aquecimento geralmente utilizadas, como carvão e madeira em brasa, quando queimadas, liberam grande quantidade de compostos químicos potencialmente perigosos, como metais e monóxido de carbono.

Então, por que essas opções são consideradas mais saudáveis?
Quem defende essa hipótese acredita que a fumaça não é tragada e, por isso, não causa os mesmos danos que o cigarro convencional. Mas segundo alerta do INCA, a fumaça na boca é suficiente para a causa de doenças como um câncer, por exemplo.

Outra crença é a de que eles auxiliam no tratamento de quem busca parar de fumar, mas acontece que não há comprovação científica para essa teoria e, segundo o Dr. José Eduardo Afonso Junior, pneumologista do Hospital Israelita Albert Eisten, “não existe nenhuma recomendação para utilização tanto para fins recreativos quanto para um uso menos nocivo à saúde”.

Fontes:
Ministério da Saúde | Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) | Hospital Israelita Albert Einstein | Instituto Nacional de Câncer (INCA)