Blog

Newsletter

Receba informações no seu e-mail.

Redes Sociais

Quarteto da felicidade: o que é e como ativar

Quarteto da felicidade: o que é e como ativar

Estudiosos afirmam que, para muitos povos antigos, a felicidade não era algo controlável e estava mais relacionada à sorte. A percepção sobre esse conceito se transformou com o passar do tempo, graças às mudanças sociais e novos estudos.

A definição ainda pode ser algo abstrato, mas o trabalho de áreas específicas, como a psicologia positiva (que se aprofunda nos aspectos positivos das emoções e dos comportamentos), a neurologia e a endocrinologia, por exemplo, apontam que cada indivíduo é a melhor ferramenta para calibrar seus próprios níveis de felicidade, embora ela seja um processo biológico.

Apesar disso, segundo Loretta Breuning, autora do livro “Hábitos de um cérebro feliz” (em tradução livre) e professora da Universidade Estadual da Califórnia (EUA), os chamados hormônios da felicidade – endorfina, oxitocina, dopamina e serotonina, também conhecidos como quarteto da felicidade – não estão em nosso organismo o tempo todo. “Cada substância da felicidade tem um trabalho especial para fazer e se apaga assim que o trabalho é feito”, diz Breuning.

Talvez isso justifique a linha de raciocínio de alguns pensadores, que afirmam que a felicidade não é um estado constante. “Felicidade se acha em horinhas de descuido”, disse Guimarães Rosa, escritor brasileiro. Já a filosofia antiga tem uma fórmula que diz que felicidade = realidade – expectativas, ou seja, se sentir feliz tem mais a ver com o jeito como levamos a vida do que com não passarmos por situações ou sentimentos negativos.

A boa notícia é que há alguns jeitos saudáveis para ativar as substâncias em nosso organismo, confira:

Endorfina: considerado um analgésico natural do corpo, entre as atividades que ajudam a aumentar seus níveis no organismo estão a dança e o canto. Além disso, dar gargalhadas, relembrar bons momentos e ter contato íntimo também contribuem para uma maior liberação do hormônio.

Oxitocina: conhecido como hormônio do amor e da felicidade, os níveis do neurotransmissor podem ser aumentados através da ingestão de alimentos como leite, ovos, carne, peixes, frutos do mar, vegetais de folhas escuras (como rúcula, agrião, brócolis e couve) e oleaginosos (como castanha e avelã).

• Dopamina: a liberação da substância também pode ser incentivada por meio da ingestão de alguns alimentos fontes de tirosina, um aminoácido essencial ao nosso organismo. Entre eles estão banana, sementes de abóbora e gergelim, amendoim e abacate. Outra maneira simples, mas muito importante, é garantir uma boa qualidade de sono, afinal, nosso cérebro precisa de sinais para saber quando e quanto liberar a dopamina em nosso organismo. Ele geralmente faz isso no início do dia para que tenhamos motivação e energia necessários.

• Serotonina: o álcool é um inimigo do sistema nervoso central e motiva baixos níveis de humor. Por essa razão é importante evitar seu consumo. Em contrapartida, a ingestão de alimentos como abacaxi, banana, tomate, carnes magras e cereais integrais contribuem para o aumento de serotonina em nosso corpo. Reduzir o estresse, inibindo o cortisol, é bastante importante. Que tal se submeter a uma massagem? A atividade ajuda a aumentar em 28% os níveis do hormônio da felicidade.

Fontes:
Portal Hypescience | Super Interessante | Portal Gauchazh | Portal Uol | Huffpost | Canal Thiago Rodrigo | Portal G1 | Portal Tua Saúde | Gazeta do Povo | Revista Planeta | A mente é maravilhosa